14 de outubro de 2016

Magali(sta) das músicas!





Eu sei. É um assunto com pano para mangas.  Agora imaginem o pano com muitas mangas porque cá em casa o pai é músico, para não falar do tio, do primo e de alguns amigos.

Vamos passar à cronologia.

1 ano

Magali no seu esplendor fazia vénia ao Panda. Sabia cantarolar tudo e mais alguma coisa, sendo que não era muito de seu apanágio coordenar o corpinho redondo com as letras e melodia. Lá se ia bambuleando para a esquerda e direita mas o que interessava mesmo eram as canções. 
Desde os 5 meses que, ao ver a introdução do Mickey Mouse, sorria mais do que ao ver o biberão (um dia pus no repeat 20 vezes a intro só para ter a certeza que era mesmo daquilo que ela se ria. E era).
Claro que a primeira palavra que disse na vida foi...
Mamã.
Estou a brincar. Não foi nada.
Foi M-i-t-e-i (versão Magalês para Mickey)

2 anos

Depois foi descobrindo todo um mundo novo de artistas, vá se lá sabendo como (ou até sabendo) e porquê. Ficou viciada no vídeo Chandelier da Sia e tentava ser a menina protagonista que, verdade seja dita, dá dez a zero a muitos bailarinos que andam praí.

Pois bem, com 2 anos queria fazer os moves da miúda loira e achava-se digna de uma qualquer bailarina do Conservatório Nacional. Cantava também, fazia lá os falsetes dela (quais sopranos da Carmina Burana qual quê) e a coisa ia. Estava a dar tudo e nós que nos habituássemos porque a situação só tenderia a piorar para os nossos ouvidos.

Intercalava esta panóplia de sons com o mundo Buraka Som Sistema. Claro.
Quis dançar como a Blaya, abanar a bunda como a Blaya (claro, também eu queria! Eu até queria a bunda da Blaya), cantar todas, fazer os passos do Bolicao na Vuvuzela e mais tarde descobriu a Elsa.



Agora pára tudo.

Além de ter que gramar com versões em português, inglês, espanhol, russo e karaoke, Magali tentava dar tudo ao microfone fazendo playback (cuida-te Sérgio Rossi). Fazia cânones, lá voltavam os falsetes (coitados dos vizinhos de cima que não têm filhos e já levam com a Frozen há meses – 2 minutos de silêncio para vocês) e ouvía(mos) vezes sem fim essa melodia-tão-familiar-de-quem-tem-filhas.
Essa pancada... não passou, não passou
Mas veio outra.

3 anos

Fomos ao Zoo no verão e assistimos ao espetáculo dos golfinhos. Enquanto esperávamos pelo seu início a Magali decorou literalmente as músicas que passavam(obrigada DJ Dolphins, vais ficar para sempre na nossa memória). Piradinha do Gabriel Valim (portanto música apropriada para grandes grupos infantis), Dialeto do Diogo Piçarra, Duele el Corazon do Enrique Iglesias e Bailando do Mickael Carreira.

Fiz mais de 1000 kms no verão sempre com a mesma playlist. Às vezes queria a mesma música mais do que uma vez. Juntaram-se a estes o Anselmo, o Nelson, o C4 Pedro, o Deejay Telio, entre outros...

Panda, a tua era acabou.

Temo que aos 6 esteja a cantar Deftones ou a ouvir um semba qualquer ali no bar da esquina. Força miúda, vai lá!

Quando lhe pergunto o que quer ser, ela diz:
-       Cantora.
E eu continuo no meu papel:
-       Ai é? Qual é a tua cantora preferida?
E ela, com desprezo responde como é óbvio:
-       A minha cantora cantora preferida? Sou eu!
Claro que disparate penso eu. Que disparate eu achar que poderia ser uma Rihanna ou coisa que o valha.




Como diria a Beyoncé, who run the world?


Girls!






Raquel a "estratega"

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