2 de dezembro de 2016

A arte da negociação

Quando os irmãos têm uma diferença de idades muito pequena são a todo o momento os melhores e os piores amigos. Os meus têm uma diferença inferior a dois anos e estão em plena fase de marcação territorial e definição de propriedades e influências. Cada um ao seu jeito e usando as armas e ferramentas de que são capazes.

E nós tentamos levar a coisa como todos os pais, com paciência e muita conversa. Sem privilegiar nenhum, mas com a firme convicção de que, na maior parte das vezes, é ele que tem razão. Porque é sempre ela que quer o que ele tem. Reclama e chora até que ele cede e, de seguida, perde total interesse e vira a atenção para o brinquedo que ele escolheu a seguir.

Os últimos objetos elevados a bens mais preciosos à face da terra são dois comboios da série Thomas que lhes demos há uma semana atrás. Oferecemos um a cada um para não haver discussões, mas a coisa não é assim tão fácil! Que piada tem brincar só com um quando existem dois?

As batalha pelos comboios têm sido constantes, mas a última foi um pouco diferente. E, com muita sabedoria, no fim ganhou ele.

Primeiro usou a sua arma habitual - a força.
Ela respondeu com a sua preferida - o choro.
Ele hesitou um pouco… reclamou…

Depois alguma luzinha brilhou no cérebro dele.
Correu para a sala e voltou com um carrinho que ela adora.
E ela, que não, o Thomas é meu!
E ele lá foi e voltou com um livro da Patrulha Pata.
E ela a abanar a cabeça, o Thomas é meu!
Depois, os carros da Patrulha Pata.
(tudo coisas muito valiosas para ele e que em qualquer outra altura seriam também as mais valiosas para ela)
E ela sempre a abanar a cabeça, o Thomas é meu!

Até que ele foi uma última vez e voltou com a caixa dos bonecos do Mickey - O MICKEY!
Ela sorriu-se toda, estendeu-lhe o comboio e agarrou-se ao Mickey e à Minnie.

1 a 0 para o mano mais velho.

Vês, Miguel, há outras formas de conseguirmos o que queremos… com paciência e muita negociação…

Sónia "a cota"

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